sábado, 1 de junho de 2013

Feira de Ciências sobre água



Objetivos 

- Reconhecer características da água.
- Associar o uso da água a algumas de suas características.
- Perceber a interferência do homem no meio ambiente.

Conteúdos
- Características e propriedades da água.
- Distribuição da água no planeta.
- Utilização da água pelo homem.

Anos 3º ao 5º.

Tempo estimado Dois meses.

Material necessário 
Água, copo de papel, folha de papel, vela, fósforo, recipiente plástico, giz, suco em pó ou corante, garrafa PET, açúcar, sal e detergente.

Flexibilização 
Para trabalhar esta sequência com alunos com deficiência auditiva (com compreensão inicial de Libras e em processo de alfabetização), na primeira etapa, oriente-os individualmente, explicando em detalhes como será cada etapa da atividade. Ao falar para o grupo, dirija-se ao aluno com deficiência e estimule sua leitura orofacial.
Na segunda etapa, amplie o repertório do aluno sobre o tema, encaminhando leituras e atividades junto ao AEE ou como lição de casa.
Na terceira etapa, estimule a participação do aluno com deficiência fazendo perguntas dirigidas apenas a ele e peça que socialize suas ideias com o grupo.
Na avaliação, combine antecipadamente com o aluno como será sua participação na Feira de Ciências. Caso sua comunicação com o público seja limitada, ele pode se sentir mais representado pelos registros em cartazes ou vídeos feitos com o grupo.

Desenvolvimento 1ª etapa Informe aos alunos que eles farão um trabalho para ser apresentado numa feira de Ciências sobre o tema "Água". Divida a turma em grupos com, no máximo, cinco integrantes, e avise que todos estudarão vários aspectos ligados ao assunto. É importante lembrá-los de que o evento será investigativo. Caberá aos estudantes envolvidos no projeto, portanto, fazer a mediação com os visitantes da feira durante o processo de construção de alguns conhecimentos.

2ª etapa Para dar início à preparação da feira, deixe que os alunos observem você colocar um pedaço de papel na chama de uma vela para que ele pegue fogo. Em seguida, trabalhe as seguintes questões: 1) Por que, ao ser posto no fogo por alguns instantes, um copo de papel com água não pega fogo? A água do copo esquenta? Você pode fazer uma demonstração dobrando uma folha de papel em forma de cone e colocando dentro dele um pouco de água. Depois, aproxime-o da chama da vela. As crianças perceberão que, dessa vez, o papel não pega fogo, pois a água é capaz de absorver a maior parte do calor. Peça sugestões de outros casos em que a capacidade térmica da água seja evidenciada. Exemplo: quando entramos no mar ou em uma piscina à noite e sentimos que a água está quente (essa sensação se deve justamente ao fato de a água ter passado o dia inteiro absorvendo calor); 2) Por que a água é considerada um solvente universal? Os estudantes podem fazer misturas de água com sal, açúcar e detergente para notar que todas essas substâncias se dissolvem; 3) Por que, quando molhamos a barra da calça na chuva, ela acaba ficando úmida até quase a altura dos joelhos? Para explicar esse fenômeno, chamado capilaridade, proponha experimentos como os seguintes: em um recipiente, coloque um pouco de água e adicione corante ou suco em pó. Depois, peça que os alunos mergulhem a ponta de um giz branco no líquido. Eles verão que a parte colorida "subirá" além do ponto em que o giz foi mergulhado. O mesmo pode ser observado ao mergulhar em um recipiente a ponta de uma toalha de banho; 4) Por que alguns insetos são capazes de "andar" na superfície da água? Esse é o gancho para abordar outra propriedade importante da água: a tensão superficial. Faça uma investigação sobre o tema com a turma; 5) A água disponível na natureza vai acabar um dia? Para discutir o assunto, leve para a sala uma garrafa PET e monte um modelo de escala da água do planeta. Se toda ela coubesse numa garrafa de 2 litros, quanto desse total seria doce? Resposta: apenas três ou quatro colheres de sopa. Quanto dessa água doce está em forma líquida e disponível para consumo? Resposta: aproximadamente três gotas. Durante a atividade, faça perguntas sobre a utilização desse recurso natural pelo homem e as possíveis consequências do uso inconsciente.

3ª etapa É hora de a garotada elaborar a problematização que será desenvolvida junto aos visitantes da feira de Ciências. Explique que ela deve estar relacionada aos seguintes conteúdos: 1) Características e propriedades da água; 2) Distribuição da água no planeta; 3) Utilização da água pelo homem. Garanta que, durante as aulas, os estudantes tenham contato com esses conteúdos. É fundamental que eles pesquisem, façam experimentos e escrevam sobre os três temas.

4ª etapa
Explique à turma que a feira de Ciências que vocês pretendem organizar só será investigativa se os visitantes participarem das atividades. Dê alguns exemplos de como isso pode ser conseguido. Uma estratégia é propor aos estudantes que trabalhem em grupo para solucionar um problema, deixando claro que os questionamentos apresentados por você durante as aulas de preparação para a feira podem ser repetidos com os visitantes. Avise que você estará por perto o tempo todo para ajudar. Produto final Feira de Ciências.

Avaliação Avalie a participação de cada aluno e verifique se os objetivos de aprendizagem foram atingidos. Uma breve apresentação do trabalho em sala de aula, antes da feira, pode ser um bom momento de avaliação.

Retirado do site: http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica/feira-ciencias-agua-623199.shtml. (Acessado em 26.maio.2013)

Projeto Escola: Filme - O contador de histórias


Projeto Escola

Introdução

Não há pessoas irrecuperáveis - há pessoas não amadas, incompreendidas, sem oportunidade. 
Roberto Carlos Ramos


"A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.", diz o artigo 1º. da Lei de Diretrizes e Bases.
Assim, o filme O CONTADOR DE HISTÓRIAS, do diretor Luiz Villaça, traz aos cinemas a inspiradora história real do garoto mineiro Roberto Carlos Ramos, tido como irrecuperável - analfabeto até os 14 anos, com mais de uma centena de fugas da FEBEM no currículo -, e do seu encontro com a pedagoga francesa Margherit Duvas, que acrescentou elementos essenciais até então inexistentes em sua vida, como afeto, confiança, esperança. O projeto escola, aqui apresentado, promove sessões educativas gratuitas seguidas de debate, oferece site para ampliação de pesquisa e guias impressos e digitais dirigidos a professores e alunos do Ensino Médio no Brasil. Alguns dos objetivos do projeto são aproximar currículo e cotidiano, dando novos significados aos conteúdos propostos, ampliar o repertório cultural dos alunos e permitir que a magia do cinema ganhe novos contornos educativos em sala de aula, dinamizando aprendizados e reflexões. Esperamos que o filme, como reflexão histórica, social, econômica e humana se transforme em recurso pedagógico a partir da criatividade dos educadores e estudantes, estimulando o interesse pela investigação e pelo desenvolvimento de projetos em diversas disciplinas. Elencamos algumas temáticas a serem exploradas em sala de aula a partir do filme, mas a ideia principal é que novas possibilidades sejam criadas pelos professores, de acordo com o projeto pedagógico de cada unidade de ensino. O que vale mesmo é tocar a imaginação dos alunos, permitindo que se envolvam no universo encantado e na fantasia que Roberto Carlos apresenta quando conta as suas histórias.
Boa sessão e boas aulas!


Retirado do site: http://wwws.br.warnerbros.com/ocontadordehistorias/projetoescola/. (Acessado em 26.maio.2013)

Comunicação oral - entrevista no contexto de estudo


Proponha para seus alunos a realização de uma entrevista com um artista local e ajude-os a desenvolver a capacidade de ouvir e compreender informações sobre o entrevistado e sua obra

Objetivos
- Aprimorar a fala em situação de comunicação oral formal.
- Participar de uma situação de comunicação oral formal.
- Reconhecer algumas das características e funções de uma entrevista.
- Ampliar capacidade dos alunos de ler entrevistas.

Conteúdos 
- Características e funções de uma entrevista.
- Adequação da fala à situação formal de entrevista.
- Utilização de recursos próprios à situação de entrevista.
- Realização de leitura de textos informativos para obter informações sobre o entrevistado e sua obra.
Anos 
1º e 2º anos
Tempo estimado 
17 aulas.
Material necessário
Computador com acesso à internet, filmadora ou gravador, entrevistas em vídeo, áudio e em papel (para leitura) e fichas para sistematização.
Produto final
Entrevista com um artista local.

Desenvolvimento

1ª etapa (Compartilhando os objetivos - 1 aula)
Antes de iniciar esse trabalho, faça um levantamento dos artistas locais sobre os quais seja possível obter alguma informação e que tenham disponibilidade para participar de uma entrevista realizada pelos alunos. Também se pode optar por fazer esse trabalho a partir do interesse da turma em aprender um pouco mais sobre um(a) autor(a) de livros que esteja sendo lido pela professora ou por eles. O fundamental é que o artista escolhido seja alguém disponível para ser entrevistado pela turma posteriormente.
A partir das informações obtidas sobre o artista estudado, a entrevista deve surgir como a melhor forma de obter novas informações e aprofundar o conhecimento que se tem. Nesse sentido, a primeira atividade deve ser compartilhar o objetivo com os alunos. PARA QUE se vai realizar a entrevista: obter mais informações sobre a vida e obra do artista escolhido.
2ª etapa (Definir o que se quer saber do entrevistado - 4 aulas)
Uma vez definido o objetivo da entrevista, ajude as crianças a organizar o que o grupo já sabe sobre a vida e a obra do artista.
Durante algumas aulas, trabalhe com diferentes fontes de informação - material impresso (reportagens, notícias, biografias etc.), áudio, vídeo, pesquisas realizadas na internet. Faça a leitura em voz alta dos textos e organize conversas apreciativas para que as crianças possam compartilhar suas impressões sobre os materiais e os dados apresentados por eles. Ajude-os a perceber se há informações similares ou divergentes nos materiais analisados. Aproveite a ocasião para enfatizar a necessidade de pesquisar em fontes confiáveis quando se deseja obter dados precisos sobre um objeto de estudo.
Após a realização dessa tarefa, sistematize na lousa as informações organizadas pelos alunos, em forma de lista, sob o título "O que já sabemos". Em seguida, faça outra coluna na lousa intitulada "O que queremos saber" e questione os alunos sobre o que ainda falta saber sobre a vida e obra do artista estudado. Vá inserindo as informações que os alunos levantarem, preocupando-se em evidenciar quando houver a citação de alguma informação que já se tem. Ao final, cheque com os alunos se tudo o que a classe deseja saber consta da lista. Copie as duas listas em papel grande e deixe-as no mural da classe. Nesta etapa, é possível realizar uma apreciação das obras do artista pesquisado, procurando perceber de que maneira as informações pesquisadas até o momento contribuem para ampliar a compreensão das mesmas.
3ª etapa (A Construção de repertório sobre uma boa entrevista - 3 aulas)
Uma vez definido o que se quer saber, é preciso ampliar o conhecimento que o grupo tem sobre este gênero. Antes de ler/ver/ouvir uma entrevista com os alunos, procure levantar os conhecimentos prévios da turma a respeito dos portadores impressos e orais nos quais podemos encontrar as entrevistas (jornal, revista, site, programa de TV e rádio etc.), sobre o gênero em si (entrevista), que aparece sob as formas oral e escrita, e sobre o entrevistado escolhido. Comece perguntando para os alunos em qual portador lemos e ouvimos entrevistas, complementando as respostas que aparecerem. Pergunte se já leram ou ouviram entrevistas, onde e com quem. Questione-os sobre as situações em que costumamos ler/ouvir/ouvir esse tipo de gênero e esclareça que as entrevistas também podem ser encontradas em sites na internet. O objetivo é que os alunos, sabendo onde podem encontrar uma entrevista e seu uso social, possam antecipar seu conteúdo informativo.
Durante algumas aulas, apresente e analise com os alunos vídeos, áudios e impressos que contenham entrevistas. Dê preferência a materiais que contemplem a mesma modalidade artística, ou seja, se a classe optou por entrevistar um escritor de literatura infantil, ofereça-lhes entrevistas com outros autores. Assim, os alunos poderão observar semelhanças entre os tipos de perguntas e respostas, construindo um repertório para elaborar seu próprio roteiro de entrevista.
Oriente a observação dos alunos para cada entrevista apresentada, destacando aspectos importantes para quem está aprendendo a ser um entrevistador: o objetivo da entrevista, as informações obtidas, a adequação das perguntas feitas pelo entrevistador, o ajuste das perguntas às respostas do entrevistado, as perguntas que "nasceram" durante a entrevista, etc. Volte à mesma entrevista várias vezes: primeiro ouça/veja/leia a entrevista inteira e depois ouça/veja releia trechos da entrevista que destaquem determinados aspectos. Analise o que se soube a partir da entrevista enfocada e o que faltou saber. Levante o que os alunos perguntariam ao entrevistado caso fossem os entrevistadores. Faça exercícios a partir de uma entrevista, como por exemplo, ler a resposta dada pelo entrevistado e pedir que os alunos formulem a pergunta que resultou naquela resposta. Esta é também uma excelente oportunidade para que os alunos observem as falhas da entrevista realizada ou as dificuldades que surgiram e com as quais o entrevistador teve que lidar, como por exemplo, quando o entrevistado responde de forma lacônica ou quando muda de assunto, deixando de responder à pergunta. Analise com os alunos o que fez o entrevistador e o que fariam eles caso fossem o entrevistador.
4ª etapa (Elaborando um roteiro para a entrevista - 4 aulas)
Uma vez que todos tenham compartilhado o que já se sabe e o que falta saber, chega a hora de elaborar um roteiro para a entrevista. Na primeira atividade desta etapa, retome a lista "O que queremos saber", que foi feita na segunda etapa. Releia-a com os alunos e verifique se ela está completa. Acrescente novas sugestões. Se possível, retome o que foi discutido nas aulas anteriores a partir da leitura de entrevistas de profissionais que desempenhem trabalhos semelhantes aos do artista escolhido pela sala. Em seguida, junto com os alunos, agrupe as questões por blocos temáticos: sobre a infância do artista, sobre o início da carreira, sobre a vida pessoal, sobre a vida profissional, sobre a sua obra, curiosidades de sua vida, opiniões do artista, etc. Eleja um destes blocos temáticos para, junto com a classe, elaborar perguntas. Durante esta atividade, relembre as características das boas entrevistas e os aspectos observados durante a terceira etapa do trabalho. Após esta atividade coletiva, divida os alunos em grupo, organizando-os de maneira que haja no mínimo um leitor fluente e um aluno alfabético em cada um deles. Entregue um bloco temático para cada grupo desenvolver duas questões a respeito dele. Oriente-os para que observem o que já sabem (na lista afixada na classe) de forma a não elaborarem perguntas desnecessárias. Em seguida, apresente a produção de cada grupo para a classe para que todos possam fazer suas observações e dar suas sugestões. Construa o roteiro final coletivamente.
5ª etapa (Marcando a entrevista e definindo os papéis de cada aluno na realização da entrevista - 1 aula)
Após ter o roteiro pronto, já se pode agendar a entrevista. Combine com a classe qual a melhor data, quando a turma já estiver pronta para sua realização. Em seguida, defina o que precisará ocorrer na entrevista: quem fará as perguntas, como será a gravação e quem ficará responsável por essa tarefa, de que maneira irão receber o artista, como vão acompanhar a atividade e quem irá assinalar no roteiro as perguntas já feitas. Cada grupo que elaborou as questões por bloco temático deverá definir quantos entrevistadores (pode haver mais de um, desde que as perguntas sejam feitas de forma organizada e o ritmo da entrevista seja mantido) participarão do momento da entrevista.
Se possível, peça ajuda a outro adulto para operar a filmadora ou gravador nesse momento. Dessa forma, será mais fácil realizar intervenções e observar a postura adotada pelas crianças durante a atividade para discuti-las nas próximas etapas.
6ª etapa (Ensaio da entrevista - 2 aulas)
Após ter o roteiro pronto e definidos os papéis de cada um, faça um ensaio com os alunos. Promova uma simulação na qual você será o entrevistado e os alunos, os entrevistadores. Nesse momento, crie situações possíveis de serem vividas numa entrevista para ver como os alunos se saem, tais como: responda às questões de forma lacônica, com monossílabos; desvie do assunto perguntado; fale sobre muitos assuntos; antecipe um assunto ainda não perguntado, de forma a que eles tenham que ajustar as perguntas previstas no roteiro. Em seguida, analise a forma como ocorreu: ouça/ veja a gravação com os alunos e aponte os problemas - se os alunos falaram simultaneamente, dificultando a compreensão da pergunta, se há perguntas que necessitam ser refeitas ou mesmo descartadas, se o uso da filmadora/gravador foi adequado e se todas as perguntas foram feitas.
7ª etapa (Realização da entrevista - 1 aula)
No dia da realização da entrevista verifique se todos os instrumentos necessários para a realização da entrevista estão disponíveis: filmadora/gravador, pilhas extra e roteiro da entrevista. Os alunos que farão as perguntas deverão estar cientes da ordem em que deverão se pronunciar. No momento da entrevista, o professor poderá fazer perguntas não previstas no roteiro e sinalizar o grupo caso ocorra repetição de perguntas, por exemplo. Deve, no entanto, fazer isso com cuidado para que seja apenas uma intervenção pontual e a entrevista seja realizada pelos alunos.

Avaliação
Na primeira aula após a realização da entrevista é importante fazer uma roda de conversa para que todos possam manifestar suas impressões e falar sobre o que acharam da desse trabalho. Nessa ocasião é muito importante que o professor retome todo o processo, marcando as aprendizagens realizadas, os avanços que os alunos tiveram. Cabe aqui também levantar as falhas que possam ter ocorrido na realização da entrevista e retomar por que elas ocorreram. Aqui vale destacar que uma boa entrevista depende da capacidade de interação do entrevistador com o entrevistado e de seu conhecimento sobre o assunto.

Retirado do site: http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/comunicacao-oral-entrevista-contexto-estudo-678728.shtml?page=all. (Acessado em 26.maio.2013)

Proposta de aula-fora: História e Geografia
























XV Sarau Literário IEMES


Apresentação da turma do 3º ano do Ensino Fundamental do colégio Iemes de Sombrio no Sarau Literário de 2012.

Um sarau no século XXI


Objetivos 

Produzir um soneto e perceber a poesia como forma de expressão dos sentimentos e experiências de vida

Introdução 
Neste centenário da morte de Machado de Assis, VEJA publica uma série de textos de leitura obrigatória, ponto de partida ideal para que os jovens conheçam melhor o romancista, contista, cronista, dramaturgo e poeta que é considerado, com razão, "o mais universal dos escritores brasileiros". Como mostram as ilustrações deste plano de aula, seus romances e contos inspiraram muitos cineastas. Que tal usar a revista e este Guia do Professor como bases para a descoberta do Machado poeta? Esse é um lado relativamente pouco explorado da gigantesca obra do autor e pode ser um estímulo para a classe: afinal, os primeiros versos de Machado foram publicados aos 16 anos — a idade de seus alunos.

Atividades 
1ª aula - Conte que o poema Ela, com que Machado estreou na literatura, veio a público em 1855, impresso na revista Marmota Fluminense. O primeiro livro de poesias, Crisálidas, viria nove anos depois. Ao todo, Machado publicou quatro livros de poemas. O de estréia e Falenas (1870) evidenciam nítida influência de Castro Alves, com alguma pregação dos ideais de liberdade. A temática de Americanas (1875) aproxima-se da de José de Alencar, enquanto em Ocidentais (1901) o autor já mostra elementos do realismo: ironia, niilismo e recuperação do tempo perdido.

Distribua cópias do último poema de Machado de Assis ("Soneto à Carolina", abaixo), o belo soneto escrito quando o escritor perdeu a companheira, Carolina Novais, em 1904. Ele simplesmente desmoronou, a ponto de desabafar: "Foi-se a melhor parte da minha vida, e aqui estou só no mundo [...] Aqui me fico, por ora, na mesma casa, no mesmo aposento, com os mesmos adornos seus. Tudo me lembra a minha meiga Carolina".
Para seus alunos Soneto à Carolina
Machado de Assis, 1904

Querida, ao pé do leito derradeiro
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.

Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida
E num recanto pôs o mundo inteiro.

Trago-te flores — restos arrancados
Da terra que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa e separados.

Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.
Faça com que os adolescentes explorem os aspectos estruturais do soneto, como o número de versos e sua distribuição em estrofes. Ensine que há diversos tipos de poemas que apresentam uma estrutura fixa de construção. Entre eles destaca-se o soneto, em que os versos são agrupados em duas quadras e dois tercetos. Essa forma poética fixa geralmente desenvolve uma idéia até o penúltimo verso e, no último, considerado chave de ouro, apresenta uma síntese do tema. Solicite à classe que verifique a ocorrência da chave de ouro nesses versos de Machado.

Explique que rima e métrica são dois elementos formais que contribuem para a obtenção de ritmo no poema. A métrica é a medida dos versos, isto é, o número de sílabas poéticas de um verso. É importante que a garotada perceba, no entanto, que o conceito de sílaba poética não coincide com o de sílaba gramatical. Sugira a leitura de Soneto à Carolina em voz alta pela classe, batendo palmas ou tamborilando os dedos sobre as mesas e sentindo o ritmo.

Ensine que o modelo do soneto clássico foi fixado por vários escritores: o italiano Petrarca; o inglês, Shakespeare) e o português, Camões. São versos decassílabos, com dez sílabas poéticas. Sugira que os estudantes investiguem a organização das rimas. No soneto clássico, elas seguem um padrão: são interpoladas nos quartetos, conforme o esquema ABBA, e cruzadas ou alternadas nos tercetos, seguindo o esquema CDC/DCD. E pergunte: afinal, Soneto à Carolina segue os moldes de um soneto clássico?

2ª aula - Apresente à turma um desafio poético: a produção de um soneto no padrão clássico, como expressão de sentimentos pessoais, com vistas a um interlocutor real ou imaginário.

Após a produção do poema e antes de aperfeiçoá-lo, proponha que os alunos troquem os textos entre si e façam comentários por escrito abordando a forma e o conteúdo. Garanta que cada "poeta" receba pelo menos dois comentários dos colegas.

3ª aula - Sugira a organização de um sarau em homenagem a Machado de Assis. Pergunte quem já participou de uma ocasião assim e peça que conte como funciona. Explique que a palavra tem origem no termo latino serus (relativo ao entardecer), por isso é um evento cultural ou musical realizado ao cair da tarde ou no início da noite, no qual as pessoas se encontram para se expressar artisticamente. Esse tipo de reunião pode incluir dança, poesia, leitura de livros, música acústica e outras formas de arte como pintura e teatro. E, em nossos dias, também cinema — que tal exibir filmes feitos a partir de romances e contos de Machado de Assis? Em resumo, trata-se de uma excelente oportunidade para ampliar o repertório cultural da turma e criar um espaço para revelar o talento daqueles que desejarem declamar os poemas de escritores consagrados ou mesmo os sonetos que produziram e aperfeiçoaram.

Divida a classe em grupos e encarregue-os de escolher mais poemas de Machado para serem declamados. Vale pesquisar também outros sonetistas célebres da língua portuguesa: Camões, Antero de Quental, Bocage, Gregório de Matos Guerra e Vinícius de Moraes. Motivados, as idéias surgirão para a organização da noitada!

Verifique a possibilidade de envolver a comunidade escolar no evento, incluindo classes, professores, funcionários e familiares.

Peça a um grupo que se encarregue de preparar cartazes e convites informando o tema do sarau, data, horário e local de realização, para espalhar pela escola e enviar às famílias.\

Retirado do site: http://revistaescola.abril.com.br/ensino-medio/sarau-seculo-xxi-501998.shtml. (Acessado em 26.maio.2013)

Aniversário 5 anos do Sarau dos Amigos

Evento que acontece mensalmente no município de Campo Grande/MS, e oferece atrações no Sarau dos Amigos, organizado pelo Vereador Eduardo Romero.

O Sarau dos Amigos comemora cinco anos na próxima quinta-feira, 31 de janeiro, das 19h às 22h. A edição 61 destaca o lançamento de duas campanhas educativas. A primeira é a Biblioteca Livre Sarau dos Amigos, um projeto de incentivo e compartilhamento da leitura. O objetivo é fazer o acervo da biblioteca circular, não há prazo de devolução ou qualquer tipo de cobrança. O livro poderá ser devolvido ou repassado para qualquer outro leitor sem aviso prévio.

Outra campanha em destaque é a “Educart”, que vai fomentar a formação técnica de novos grafiteiros, além de expor a técnica artística do Grafitti em muros e prédios de Campo Grande.  A parceria surge com as artistas Anelise Godoy e Marilena Grolli com o objetivo de combater o vandalismo em um projeto de ação sócio-cultural-ambiental.

Atrações variadas

Além das artistas Anelise Godoy e Marillena Grolli, que estarão grafitando ao vivo no muro da casa, o público vai conferir as telas do artista plástico Apres Gomes, além da exposição audiovisual “Diamantes Verdes”, uma viagem preciosa pelo mundo das Reservas Naturais organizada pelaAssociação de Proprietários de RPPNs do Mato Grosso do Sul (REPAMS).

A Aplausos Cia Teatral apresenta a esquete infanto-juvenil  “Ciranda Folclórica”, onde atores e bonecos viraram contadores de história, para dar vida a personagens e lendas do folclore brasileiro. Elenco: Thathy de Meo, Valdeir Santana e Douglas Moreira. Direção geral Thathy de Meo.

Anayara Martins Rodrigues e Everton Pinheiro apresentam uma coreografia de dança contemporânea. Haverá Pop e MPB com Elânio, Kely Zerial e Maykon Scudeller. Pop e Sertanejo com Daniele Santana, além do som autoral Pop de Mari Depieri. A feirinha artesanal terá presença de Clayton Ambrósio e suas peças de lona reciclada, brechó de Willians Carvalho, bombons da Lúcia, bolos da Neusa, entre outros.

A escritora e psicanalista Isloany Machado, moradora da comunidade, realiza uma noite de autógrafos do livro “Costurando Palavras”, coletânea de contos e crônicas recém lançado em Campo Grande. Seus textos também podem ser acessados no site www.costurandopalavras.com.br .

Serviço: O Sarau dos Amigos ocorre toda última quinta-feira do mês, das 19h às 22h, na casa do ator e jornalista Eduardo Romero. Rua Elvira Matos de Oliveira, 927. Bairro Universitário, região Sul de Campo Grande (atrás da Escola José Barbosa Rodrigues). A entrada é um quilo de alimento não perecível, que são destinados aos Vicentinos da Paróquia Santa Rita de Cássia. Informações 9215-3082, 8175-2922, 3043-6703. 


Retirado do site: http://eduardoromero.blogspot.com.br/search/label/Sarau%20dos%20Amigos. (Acessado em 26.maio.2013)